O presente artigo analisa como o tema saúde é abordado em jornais surgidos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG). Um, do gênero jornalístico comunitário, feito pelos próprios atingidos e outros três do gênero institucional, criados pela instituição responsável por gerir as ações pós-desastre. Após coleta de matérias e realizada análise crítica do discurso, concluiu-se que há diferença na forma de enunciação do desastre e distintas abordagens sobre o tema saúde. Há por parte do jornal comunitário uma tentativa de quebra da hegemonia discursiva, além de propiciar a vocalização dos atingidos, enquanto os periódicos institucionais buscam manter o poder hegemônico dominante, por meio de desvinculação dos problemas de saúde da população ao desastre.
Palavras-chave: Comunicaçãoe saúde; meiosdecomunicação; análise crítica do discurso; saúde coletiva