Mário Vitória (2013) A liberdade comovendo o povo [tinta da china e acrílico s/papel, 50x65cm]

Destaque Semanal

Algumas pessoas compõem canções, outras pintam quadros ou contam estórias, e há ainda aquelas que fazem revoluções para mudar o mundo. No mar infindável das possibilidades de(...)
Fernando Perazzoli, Flávia Carlet

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Algumas pessoas compõem canções, outras pintam quadros ou contam estórias, e há ainda aquelas que fazem revoluções para mudar o mundo. No mar infindável das possibilidades de(...)
Fernando Perazzoli, Flávia Carlet

 

 

Jaci Rocha Gonçalves

Tiago Miguel Knob
Publicado em 2022-01-06

Encontrar os simples e viver amando

“É difícil realizar o novo tão suspirado quando viajamos pelos setores complexos e estruturais com tantos desafios para as comunidades nesta nossa época. Às vezes, nos escondemos, noutras nos cansamos. Mas ninguém nasce fora de época. Cada um vem sob medida para fazer a história. E a tarefa de viver com amor, lei maior, sempre exige uma graça especial”. Jaci Rocha Gonçalves.

 

Estas páginas se propõem a destacar a trajetória de Jaci - através de duas passagens dentre os seus cinquenta anos de lutas e vivências com distintas comunidades de vida em diversos países de três continentes e, em especial, no Brasil, a partir de seu pensar teórico como filósofo e teólogo, o seu caminhar incansável, dedicado e complementar entre pensar, dizer e agir. Assim como a razão é uma “astúcia da vida”2, a ciência, me parece, é mais um meio para sua jornada pelo mundo da vida, marcada pelas palavras que são parte do título de um de seus livros: Sirvo à Vida, sou feliz! Dessa forma, talvez, possamos nos aproximar daquilo que permanece (quase) imperceptível à razão moderna3 e aparentemente simples aos sábios mestres: o sentimento capaz de inspirar o outro4 negado, excluído, castigado e ocultado pela modernidade a erguer a cabeça e caminhar. E é essa a habilidade que faz de Jaci, um Mestre do Mundo.

 

Erga a cabeça e caminhe com seus próprios pés! Esta é uma frase, da qual não recordo o autor, escrita em uma folha de papel presa à porta de uma pequena sala em uma universidade no litoral de Santa Catarina, sul do Brasil. São palavras simples. A frase é simples. E se o simples fato de a pronunciar em voz alta fosse capaz de atingir o objetivo que propõe, muitas das injustiças e sofrimentos humanos causados pelos homens seriam enfrentados, talvez, com muito mais força.

 

A emancipação de povos, mulheres e homens é um dos temas com os quais importantes pensadores e pensadoras buscam dar respostas e oferecer caminhos frente às tantas perversidades produzidas e reproduzidas pelos seres humanos ao fazer a história. Mas o simples fato de pronunciar a frase exposta acima, não basta para o seu fim. Principalmente quando se escolhe estar entre aqueles que não têm escolhas, envolto aos - parafraseando livremente este sobre quem escrevo - considerados inúteis sociais porque já são velhos e/ou portadores de deficiências múltiplas, (in)capazes de produzir e sem ninguém a seu favor, nem mesmo a mãe natureza. Aqueles que vivem rolando pelas calçadas e praças, nas ruas e viadutos, ou apodrecendo em algum mangue, barraco de favela, rancho de canoa ou feito bicho do mato em abandono; ou entre os jovens cujo lar é a rua, sem famílias, jogados e largados nas cadeias feitas para os “menores delinquentes” no Brasil; ou ainda, entre o povo em cuja luta por se refazer, ainda como guarani em beira de asfalto, não desiste de sua língua, fé e tradições que são como brasas debaixo das cinzas5, diante do mundo moderno e o seu progresso imenso, mas profundamente desumano (Gonçalves, 2013).

 

Submersos em realidades cruéis, a frase erga a cabeça e caminhe com seus próprios pés! ganha sua complexidade e riqueza, necessidade e urgência e, inclusive, em casos extremos como os velhos portadores de deficiências múltiplas apodrecendo nos barracos, abandonados como bichos do mato, sua aparente impossibilidade. Apenas aparente.

 

Jaci Rocha Gonçalves nasceu na pequena cidade de Capivari de Baixo, interior de Santa Catarina, sul do Brasil. Ainda muito jovem optou pelo sacerdócio e com seus vinte e poucos anos se tornou padre. E assim seria até a década de noventa quando abandonou a batina. Porém, a vida que escolheu seguir nunca foi atrelada ao manto: “troquei de batina mas não mudei a missão”6. A missão, em minhas palavras, de encontrar os simples e viver amando. Em seu caminhar, que carrega também os traços da “Teologia da Libertação”, a característica marcante é o compromisso entre a palavra dita, escrita e o sincero e dedicado caminhar pelo mundo da vida, em sua entrega pela opção de estar com os que não têm escolhas, fundado na humildade de quem sabe o quanto tem a aprender com quem a sociedade hegemônica moderna ignora, oculta, castiga, exclui e mata. Em suas palavras, com nosso povo-comunidade de batizados e não-batizados, de vários países, mas sobretudo do Brasil, “a grande família cujo único sobrenome é humano, e em cujas vidas a história ousada de Jesus se repete, de forma bem especial, no anonimato e heroico mundo dos excluídos. Excluídos dos direitos humanos à vida e à liberdade” (Gonçalves, 2013: 4).

 

Os sábios encontram os simples é parte do título de um pequeno capítulo de sua obra escrita no inverno italiano de 1995 e 1996, um dos textos para seu doutorado em Teologia e Culturas, publicada em 2013, e que nos ilumina quanto a sua caminhada. Nela, Jaci reflete sobre as ciências, filosofia, economia, comunicação, política e salta, de números científicos, à arte de viver amando:

Os dados científico-históricos procuram dar suporte ao balanço dos resultados da aventura humana no planeta nos últimos mil anos e, sobretudo no século XX, podemos medir até onde somos devedores de crescimento na arte mais divina em Deus e mais humana no homem: a arte de viver amando, e, de amar morrendo (Gonçalves, 2013: 9).

 

Este amor do qual fala é agapé. Para Jaci, o homem é um “nó de relações vitais e é desta ação que dependem sua felicidade e sentido de vida” (Gonçalves, 2013: 9). Agapé, para Jaci, é o desafio do ser humano em arriscar-se em uma inter-relação com a alteridade a serviço de um projeto de vida comum, que inclui oblação, entrega, sofrimento, envolvimento. Amor, então, é agapé, e conclui: “Deus é amor e o amor é direito humano essencial” (Gonçalves, 2013: 9). 

 

Deste sentimento que o parece guiar, dois nomes marcaram ou marcam a sua trajetória e podem nos oferecer um pouco da essência do que estas páginas tentam destacar sobre o seu caminhar. Lauro é um deles. Chegou no dia oito de março de 1991 à Orionópolis Catarinense, local fundado pelo próprio Jaci em idos da década de oitenta, levado pelo padre Carlos e um leigo comprometido da cidade de Palhoça, Santa Catarina. Após dois meses de luta para recuperá-lo, faleceu no Hospital Florianópolis. Seu corpo não pesava mais que vinte quilos com seus cinquenta e oito anos. Algumas semanas após seu óbito chegou o resultado da tomografia computadorizada mostrando os seus vários carcinomas pelo corpo, inclusive no cérebro. Jaci recorda que o que mais lhe chamou a atenção foi sua impossibilidade de assimilação dos alimentos: Lauro provinha da fome, uma fome crônica que o levou à morte. Foi encontrado, relembra, num rancho de mangue em condições subumanas. Em sua carteira de trabalho, trazia a profissão de servente de pedreiro. “Choramos um choro doído naquele enterro realizado ao meio-dia no Cemitério do Passa Vinte. Nas orações, uma meditação especial sobre seu nome: Lauro, certamente do radical latino, ‘aurum’, que quer dizer ouro. O ouro de Deus” (Gonçalves, 2013: 12).

 

Mais tarde, a morte da primeira mulher, mais uma vez na Orionópolis. Jaci a encontrou em Capoeiras, um bairro de classe média da capital do Estado de Santa Catarina. Acabara de ser despejada de um barraco em que as relações de convivência impossível com seu pai e filho, este último também especial, são difíceis de descrever. Interessa aqui seu nome: Irene, que da proveniência grega significa paz. Ela, porém, era o protótipo da guerra, da neurose aloprada. Depois sofreu derrame. “Foi convertida ao amor pela dedicação de amor. Quando morreu, era o símbolo da alegria, da paz alegre, reconciliada” (Gonçalves, 2013: 13): Lauro e Irene, a lembrança, para Jaci, de que todo masculino e feminino são sagrados. E assim reflete:

Haverá grito, clamor maior nos nossos ouvidos, e mais chocantes do que o clamor dos Lauros e Irenes que aos milhões apodrecem nos infernos da exclusão, do abandono, da solidão, da fome? Se viemos para amar, nossa história é a história de nosso coração, viemos para promover relações adequadas a fim de que todos tenham vida e vida qualitativa. (Gonçalves, 2013: 13).

 

Trata-se, portanto, dos milhões de Lauros e Irenes espalhados e invisíveis pelos cantos do mundo: do outro, do ser humano negado pela cultura da morte, como diz Jaci; o outro do sofrimento produzido, reproduzido e ocultado pela modernidade hegemônica. Aquele que, para Jaci, é reconhecido como o Outro, como sujeito, autônomo, livre e distinto, como ser vivente em toda sua dignidade absoluta de ser, ser humano; em suas palavras, sagrado, mas impedido de ser. Na ação, a contradição explícita e expressa em seu rosto de faminto e sofredor que clama em silêncio por socorro é subvertida em sorriso; e da contradição da realidade concreta daquele que clama mudo por justiça, a responsabilidade está em transformar, com ele, as estruturas que o desumanizam. A ciência é um meio para tal e Jaci, em suas reflexões, nos oferece um caminho: o direito de saber para servir à vida.

 

Jaci afirma as ciências como um meio para responder às nossas necessidades vitais. “Estão a serviço da grande e única família humana, a serviço do desenvolvimento, da proteção e do sentido da vida, de todas as vidas humanas, mas também dos outros seres vivos, do ecossistema, do cosmos, enfim. Do contrário, a quem servem as ciências?” (Gonçalves, 2013: 15). Trata-se, para ele, da humildade do saber para servir como negação à arrogância do saber como dominação; do saber para servir à vida diante do saber para matar, de uma ciência que, para Jaci, reflete o mesmo espírito de dominação dos conquistadores e colonizadores: “nosso jeito dominador e não sabiamente servidor da vida, de todas as vidas, é responsável por todas as vítimas” (Gonçalves, 2013: 15). Trata-se, mais uma vez, portanto, da negação do saber de uma cultura da morte: “nunca matamos tanto, e tão impiedosamente, e em tão pouco tempo” (Gonçalves, 2013: 15); e da afirmação da responsabilidade de todos para transformar uma cultura que carrega em seus ombros a morte de milhões denunciada pelos números do século XX: a “morte de 40.000 crianças por dia devido à miséria” (Gonçalves, 2013: 17).

 

Para ele, é neste discernimento e enfrentamento que as religiões, as igrejas, as organizações comunitárias humanizadoras podem entrar repondo os valores da pessoa como a mais sagrada riqueza, fortalecendo organizações, fomentando o poder da própria organização dos excluídos como uma força transformadora surpreendente, porque o oprimido quando emerge, emerge como sujeito criativo e reivindicador. É aí, também, “que o serviço e a arte da ciência política diante da economia podem acontecer no habitat concreto da comunidade”. E, como compromisso dedicado entre pensar, dizer e agir, inclusive sobre a morte de crianças, vai além das críticas e se faz exemplo de ações em que a morte do recém-nascido, como veremos, é subvertida em justiça, seguindo, no habitat concreto da comunidade, suas próprias afirmações: “que todo o saber esteja a serviço da vida para todos!” (Gonçalves, 2013: 20-26).

 

Às vezes não acho bom nem lembrar – dizia Jaci – dá arrepios e náusea. Enterrei muito neném que morria de “subnutrição”, segundo o laudo médico; é anjinho, melhor assim, foi com Jesus, consolavam-se uns aos outros. Eu era padre novo, 25 anos. As comunidades tinham colonos de descendência italiana, polonesa, cabocla e novos migrantes. Era periferia de Curitiba, Paróquia de São Sebastião em Quatro Barras, Estado do Paraná, Brasil. Após dois anos, Jaci e os demais membros da Paróquia conseguiram fazer o levantamento da realidade e elaborar uma diagnose pastoral. Em cada uma das oito capelanias havia junto do templo um pequeno terreno e alguma construção de madeira para as festas anuais de cada localidade. Com mulheres dispostas da comunidade estimulamos um processo de proteção à vida das crianças. Os homens também apoiaram, relembra: após sete anos de trabalho sistemático, construímos oito centros comunitários para prezinhos e creches, clubes de mães e de gestantes e educação dos jovens à política. Com as economias da pobreza de cada comunidade, não enterramos mais criança por morte de fome (Gonçalves, 2013: 21).

 

A primeira creche recebeu o nome de “Nossa Creche”. Ela nasceu num momento doído, um funeral infantil em fins de novembro. Ficamos três domingos sem comunhão, como penitência. A missa ia até o rito da oração dos fiéis – conta Jaci. No dia de Natal, fizemos um ofertório inesquecível: todas as pessoas que tinham roupas de neném, fraldas, bercinho, trouxeram para o presépio; assim começou a “nossa creche”. O processo foi multiplicando-se aos poucos, até por via política, na forma de reivindicação. Tínhamos nosso slogan: “mais vale pobreza partilhada que riqueza mal distribuída”, e termina: após 12 anos, passei por lá. Mesmo sem o apoio efetivo de autoridades civis e, em certos momentos até eclesiásticas, o povo tocou em frente os projetos animados pelo velho refrão: “Eu vim para que todos tenham vida, que todos tenham vida plenamente!” (Gonçalves, 2013: 21).

 

Desta história de vida compartilhada, encontramos a busca de uma solidariedade competente que, para Jaci, não visa só superar a instância de esmola, de ajuda, tampouco criar ilhas de troca entre comunidades; trata-se, ainda menos, de planos com o invólucro de solidariedade, cuja ação burocrática corrupta canaliza os fundos para seu próprio bem-estar em vez de atingir o alvo que é, como diz, o sujeito-comunidade-local em libertação. A verdadeira solidariedade, para Jaci, supera a ingenuidade de atuação, usando os mesmos campos e redes de mercado, porém, com um espírito concreto e vigilante de economia de reciprocidade à moda de inúmeros esforços que se tem feito, por diversos cantos do mundo, nas últimas décadas.

 

Da opção pelo invisível, e sempre entre os que mais dificuldades enfrentam e em maior vulnerabilidade a vida se encontra, Jaci nos compartilha relatos locais de uma cultura da morte, a mesma que critica em seus estudos, mas que agora, negada por todos os que se deixam governar pelo valor da vida, a partir da própria pobreza, com a comunidade antes responsável pela morte da criança como simbolizado na penitência da comunhão entre todos, é responsável por todas as crianças que não mais morrem por fome. Uma mudança profunda realizada a partir da habilidade política de concretizar, com dedicação, entrega, compromisso e anos de trabalho incansável, uma ideia simples que se torna forte quando compartilhada: mais vale pobreza partilhada que riqueza mal distribuída. Assim, constrói histórias de uma comunidade biocrática que, quando ergue a cabeça e caminha, não depende mais daquele que a inspirou e segue.

 

Olhar o outro como Outro, como alguém que é único, em suas palavras, que é importante e que é sagrado neste mundo, permite Jaci caminhar entre e com as mais distintas maneiras de ser e de estar do ser humano na Terra. Algo, talvez, simples de compreender quando reflete em favor da grande família cujo único sobrenome é humano e, em especial, das vidas anônimas e heroicas do mundo dos excluídos, excluídos dos direitos humanos à vida e à liberdade. E permanece simples quando assume a responsabilidade das próprias palavras e dedica seu corpo e sua ciência para servir à vida no compromisso concreto de subverter, com eles e elas, o sofrimento em paz, as estruturas que matam por fome em uma comunidade que permite a criança viver; em criar, submerso em uma cultura da morte, uma obra biocrática7, que se deixa governar pelo valor inestimável da vida, capaz de revitalizar e de aprender com aquele cujo caminhar com as próprias pernas parecia impossível, mas que agora, não só ergue a cabeça, como ensina: é a sabedoria dos humildes. Eles sempre elegem o perdão, a desculpa, como elemento inicial para crer de novo na força do amor (Gonçalves, 2013: 6). Como é o caso de Irene: foi convertida ao amor pela dedicação de amor, com entrega, dedicação, oblação, envolvimento, numa relação profunda e sincera a serviço de um projeto de vida comum: quando morreu, era o símbolo da alegria, da paz alegre, reconciliada; o sofrimento subvertido em paz.

 

Contra a correnteza neocolonial, cuja força destrói a tudo e a todos os diferentes de si, e como já dito, oculta, oprime, exclui e mata, a habilidade de construir utopias, inspirar solidariedade, responsabilidade, coragem, esperança, perseverança, persistência, é necessidade básica, é questão de vida ou morte. Transformar essa habilidade (quase) imperceptível à razão moderna em algo simples aos olhos atentos, é a essência que faz deste sobre quem escrevo um Mestre.

 

A sala, com o escrito na folha de papel presa à porta - Erga a cabeça e caminhe com seus próprios pés! - é do professor doutor, cantor, tocador de viola e poeta, Jaci Rocha Gonçalves, Mestre do Mundo. Aquele que, como os sábios de quem fala, encontrou os simples e vive amando. Este sobre quem tive a honra de escrever aprendendo.


Notas 

  1. Tiago Miguel Knob caminha há 15 anos com comunidades de vida que resistem e lutam pelas transformações humanas e sociais necessárias. Em 2010 ajudou a criar o Movimento Capital Juvenil, um dos embriões do que é hoje a Cidade Escola – Um Lugar Para Educar-se – em São Miguel Arcanjo, SP, Brasil. É Mestre em Ciências com foco no pensamento Latino-Americano pela USP, e Doutor em Pós-colonialismos e cidadania global pelo Centro de Estudos Sociais e pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.
  2. Dussel (1998).
  3. Como diz, a irracionalidade da racionalidade sistêmica.
  4. A partir de Dussel (1998). 
  5. Jaci é fundador e coordenador do Núcleo de Pesquisas Revitalizando Culturas da UNISUL que há mais de quinze anos caminha com o Povo Mbyá Guarani da Terra Sagrada do Morro dos Cavalos no litoral de Santa Catarina em sua luta por se refazer e que, dentre as reivindicações, segue na atual batalha pela homologação de suas terras. Sobre um panorama reflexivo desses mais de 15 anos, ver sua fala na Revista Eletrônica Ciência em Curso:http://www.cienciaemcurso.unisul.br/interna_capitulo.php?id_capitulo=175 e o blog Revitalizando Culturas: www.revitalizandoculturas.blogspot.com.br.
  6. Entrevista ao NA capital: http://www1.an.com.br/2002/mai/05/0ger.htm.
  7. Sobre a Orionópolis Catarinense, local fundado por Jaci para acolher há trinta anos pessoas especiais, crianças, adultos e idosos totalmente dependentes, portadores de deficiências físicas, sensoriais e psicológicas, algumas classificadas como raras e de tratamento de alta complexidade.

Referências

  • Dussel, Enrique. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão. Petrópolis: Vozes, 1998.
  • Gonçalves, Jaci Rocha. Homo Serviens: Sirvo à vida, sou feliz! Palhoça, 2013.
  • Gonçalves, Jaci Rocha. O cultural do ánthropos e as escolas antropológicas. Palhoça: UnisulVirtual, 2008.
  • Blog Revitalizando Culturas: www.revitalizandoculturas.blogspot.com.br.
     

Como citar

Knob, Tiago Miguel (2019), "Jaci Rocha Gonçalves", Mestras e Mestres do Mundo: Coragem e Sabedoria. Consultado a 29.11.22, em https://epistemologiasdosul.ces.uc.pt/mestrxs/index.php?id=27696&pag=23918&entry=36608&id_lingua=1. ISBN: 978-989-8847-08-9